quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

BIOGRAFÓLOGOS!!!

Biografólogos de todo o mundo, uni-vos!
Não tendes nada a perder, a não ser vossa vida.
Têm uma obra a ganhar.

Beatriz, da Papirus:


"Abecedário: aprovado para publicação em 2009! Legal, né!?".

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Defesa Marcos da Rocha Oliveira, 28 janeiro, 17h


Defesa Gabriel Sausen Feil, 29 de janeiro, 18h


AGUARDE EM 2009: DIF, LINHA 09, BOP, MATILHA

ENCONTROS FIANDEIROS (maio)



A FRANÇA NO DIF: UN AMOUR DE SARAU (03 julho)


II OFICINAS DE ESCRITURA VITA NOVA (setembro)


EX-POSIÇÃO (dezembro)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

http://www.jornaldaciencia.org.br:80/Detalhe.jsp?id=60705

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INFOPESQ/UFRGS, 22 jan. 2009


Universidades aceitam dissertações e teses fora do formato convencional
Matéria do jornal "O Estado de São Paulo"
"Desafiando a tradição de formatos e metodologias quase sagradas e abençoadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Universidades brasileiras têm aceitado dissertações de mestrado e teses de doutorado na forma de romances, ensaios autobiográficos, roteiros e textos experimentais que resvalam na ficção e na criação literária."

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

PROCURA-SE. GRATIFICA-SE.


FARÁ UM ANO QUE PROCURO [DESESPERANÇADAMENTE AGORA] O LIVRO "A RITMANÁLISE".

(1) Lúcio Alberto Pinheiro dos Santos teria sido professor [segundo o que consegui apurar], ora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ora da Universidade do Porto.

(2) Há, também, informações que vivia viajando entre o Rio e Paris [o que me leva a acreditar que poderia ter publicado o seu livro na França, em vez de no Brasil].

(3) O professor Lúcio teria publicado esse livro, em 1931, pela Sociedade de Psicologia e Filosofia do Rio de Janeiro.

(4) A ritmanálise é um conceito, inicialmente, formulado por Henri Lefébvre, compilado por René Loureau (em "Eléménts de rythmanalyse"), e ainda usado por Gaston Bachelard em "A dialética da duração".

(5) Neste último livro, nas páginas finais, Bachelard refere o livro que procuro.

GRATIFICA-SE [COM UMA SURPRESA, QUE NEM EU SEI QUAL É] A QUEM DER INFORMAÇÕES.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

DEU NO ESTADÃO... SORRY, PERIFERIA!



Universidades aceitam dissertações e teses fora do formato convencional


Textos que resvalam na ficção, como romances e ensaios autobiográficos, causam
polêmica entre orientadores
Simone Iwasso

Desafiando a tradição de formatos e metodologias quase sagradas e abençoadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), universidades brasileiras têm aceitado dissertações de mestrado e teses de doutorado na forma de romances, ensaios autobiográficos, roteiros e textos experimentais que resvalam na ficção e na criação literária.

A repercussão aparece em extremos: há os entusiastas da flexibilização e os que defendem como imprescindível a manutenção dos moldes acadêmicos tradicionais.

A prática, que vem ocorrendo há alguns anos nas áreas de Literatura, Educação, Psicologia e Ciências Sociais, ganhou mais visibilidade neste ano, após dois finalistas do Prêmio Jabuti, na categoria melhor livro de romance, terem sido apresentados pouco antes como teses de doutoramento: Rakushisha (editora Rocco), de Adriana Lisboa, e A Chave de Casa (editora Record), de Tatiana Salem Levy. A primeira foi defendida na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e a segunda, na Pontifícia Universidade Católica do Rio. No caso de Adriana, a experiência começou no mestrado. "Com apoio do meu orientador, transformei minha pesquisa sobre Manuel Bandeira primeiro num livro de contos e depois num romance, Um Beijo de Colombina", conta ela, que defende o processo de pesquisa por trás da elaboração de um romance. "A escrita envolveu uma pesquisa extensa de poesia clássica japonesa, estudos do idioma japonês durante três anos, uma viagem a Kyoto. No meu entender, isso justifica plenamente a inserção no ambiente acadêmico."

A escritora não está sozinha nessa postura.

Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi formado um grupo de pesquisa para analisar e estimular a busca por novas formas de expressão do trabalho acadêmico. Ligado ao programa de pós-graduação em Educação, o grupo é coordenado por Sandra Mara Corazza, ela mesma orientadora de pelo menos uma dúzia de teses fora do modelo convencional.

Uma delas, a de Luciano Bedin da Costa, começa com a seguinte introdução:

"É bem verdade que já estamos para lá de cansados dos refrões pomposos, dos giros que se anunciam grandiosos, e que, ao final das contas, não passam de meras palavras de ordem. Sejamos justos com a coisa: dos giros, os pequenos, por favor!"

As propostas ganham amparo no crítico e intelectual francês Roland Barthes (1915-1980), um defensor de mudanças na linguagem acadêmica e da flexibilização na hierarquia exigida no formato acadêmico consagrado.

"Há um impulso na criação de novas sensibilidades e de novas maneiras de pensar, de pesquisar, de ler e de escrever os componentes educacionais", explica Sandra. "Damos suporte aos orientandos, preparamos oficinas de escritura, seminários avançados", completa.

Essa abertura, no entanto, pode atrapalhar o caráter universal do conhecimento que a padronização fornece, comprometendo o trabalho de pesquisa, na opinião de Aurora Bernardini, professora da pós-graduação em Teoria Literária da Universidade de São Paulo (USP). "Eu não considero um romance sozinho um trabalho de doutoramento, a menos que ele venha acompanhado de uma introdução, de um outro texto teórico, que reflita a pesquisa feita pelo aluno", diz ela. "Sem teoria não se faz uma tese."

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Seria eu - 2009


Escreverás meu nome com todas as letras,
com todas as datas,
– e não serei eu.

Repetirás que me ouviste,
o que leste de mim, e mostrarás meu retrato,
– e nada disso serei eu.


Dirás coisas imaginárias,
invenções sutis, engenhosas,
– e continuarei ausente.


Somos uma difícil unidade,
De muitos instantes mínimos,
– isso seria eu.