sexta-feira, 13 de março de 2009

Adieu!!!


A partir de hoje, dia 13 de março de 2009, sexta-feira, este blog fica a cargo do

Coletivo do BOP responsável pelas

OFICINAS DE ESCRITURA VITA NOVA

II - A prática do romance

(em 29 e 30 de maio/2009, 20h-a)

III - A biografemática em educação,

(no 2º semestre/2009, 20h-a)

sábado, 7 de março de 2009

VIDARBO


VIDAOBRA

OBRAVIDA

VIDA-OBRA

OBRAVIDA

OBRADIV

VIDARBO

quarta-feira, 4 de março de 2009

Nec


NEC SPE NEC METU

segunda-feira, 2 de março de 2009

Verbo crackar


Eu empobreço de repente

Tu enriqueces por minha causa

Ele azula para o sertão

Nós entramos em concordata

Vós protestais por preferência

Eles escafedem a massa

Sê pirata

Sêde trouxas

Abrindo o pala

Pessoal sarado.


Oxalá que eu tivesse sabido que esse verbo era irregular.

VIDA, OBRA, VIDA-OBRA, OBRAVIDA


OBRADIV


VIDARBO


domingo, 1 de março de 2009

Seminário Avançado: A biografemática 2009/1


OFERTA CURRICULAR – 2009/1
Periodicidade:
Semanal (X )
Quinzenal ( ) Cronograma das aulas: março: 10, 17, 24, 31; abril: 07, 14, 28; maio: 05, 12, 19, 26; junho: 02, 09, 16, 23.
Data de início da disciplina: 10 de março 2009
Local (*): Faculdade de Educação
Destaque(**): (1) Ter lido alguma biografia. (2) Enviar para sandracorazza@terra.com.br (a) Curriculum Vitae resumido; (b) exercício de escrileitura de uma vida: até duas páginas; (c) justificativa de interesse no Seminário. (3) VALE PARA ALUNOS PEC, REGULARES DO PPGEDU, DE OUTROS PROGRAMAS: aguardar o ACEITE da professora, ANTES de matricular-se.
(*) informe se já há um local previsto para o desenvolvimento da disciplina
(*) informe neste espaço de destaque informação que seja importante destacar sobre a oferta curricular
Linha de pesquisa: 09 Filosofia da diferença e educação
Código da disciplina (para uso da Secretaria):
( X ) Seminário Avançado intitulado: A biografemática: escrileitura de vida
( ) Prática em Pesquisa Educacional intitulada:
( ) Leitura Dirigida intitulada:
( ) Seminário Especial intitulado:
Obs.: Coloque o título da disciplina que deverá ter no máximo 70 caracteres (incluindo espaços e pontuação). Este é o espaço concedido no novo Sistema de cadastro da Posgrad do CPD.
Professora Responsável: Sandra Mara Corazza
Professor/a Colaborador/a (**):
(**) somente professores credenciados no PPGEDU
DISCIPLINA RESTRITA: ( ) Somente Orientandos
DISCIPLINA ABERTA PARA: ( X ) Alunos Regulares do Programa e de outros Programas de Pós-Graduação da UFRGS( X ) Alunos PEC (***)
(***) – Oferta de no mínimo 3 vagas nesta modalidade. O número de aprovados PEC deverá ser definido após a matricula dos alunos regulares)
HORÁRIO DA DISCIPLINA:
Dia da semana: 3ª feira
Horário: 8h30min-12h
CRONOGRAMA
março: 10, 17, 24, 31
abril: 07, 14, 28
maio: 05, 12, 19, 26
junho: 02, 09, 16, 23

VAGAS:
Alunos regulares e outros PPGs da UFRGS: 20
PEC: 20
C/H:

60h-a
CRÉD:
04

Súmula/ementa: Diferente da biografia: a escrita de vida. A vida escrita (no sentido forte, transformador da palavra escritura): a biografemática (que é também uma tanatografia). O princípio novo que permite essa nova escrita = a divisão, a fragmentação, ou até mesmo a pulverização do sujeito.
Objetivos: (1) O prazer do texto: transmigração para a nossa vida. (2) Uma outra escrita (a escrita do Outro) elabora fragmentos da nossa cotidianidade: coexistência. (3) O índice do prazer do texto: poder viver com... (Viver com um autor não implica realizar, em nossa vida, o programa traçado pelo autor nos seus livros, mas fazer passar para a nossa cotidianidade fragmentos de inteligível, forjados no texto que admiramos.) (4) Fazer falar o texto (não praticá-lo), deixando-lhe a distância de uma citação, a força de irrupção de uma palavra martelada, de uma verdade de linguagem. (5) Então, a nossa própria vida cotidiana torna-se um teatro, que tem como décor o nosso habitat social. (6) Viver com Nietzsche é falar nietzschiano, viver com Deleuze é falar deleuziano, viver com Flaubert é falar flaubertiano, isto é, receber do texto uma espécie de ordem fantasística (fantasmática). (7) O regresso do autor: não aquele identificado pelas instituições, nem o herói de uma biografia. (8) O autor que sai do seu texto e entra em nossa vida não tem unidade, é um simples plural de encantos, o lugar de alguns pormenores sutis, e todavia fonte de vivos clarões romanescos, um canto descontínuo de amabilidades, em que lemos mais seguramente a morte do que na epopéia de um destino. (9) Não uma pessoa (civil, moral), mas um corpo.
Programa (conteúdo): (1) O prazer do texto e o amigável regresso do autor. (2) O desvio do sujeito: volta necessária para reencontrar uma adequação (não da escrita com a vida: simples biografia) das escritas e dos fragmentos, dos planos de vida. (3) Intersecções entre vida e escrita dos Logotetas (fundadores de línguas): Dante, Chautebriand, Nietzsche, Rousseau, Balzac, Michelet, Sade, Fourier, Loiola, Freud, Proust, Rimbaud, Gide, Racine, Sollers, Borges, Arlt, Pessoa, Calvino, entre outros. (4) Não é a obra que se parece com a vida: a escrita conduz. (5) Escrita de vida = quanto mais a escrita e a vida se fragmentam (não buscam unificar-se abusivamente), mais cada fragmento é homogêneo: poikílos do Romance Romântico. (6) Tipologia dos eus (tecidos, cintilações na escrita, tal como a lemos, segundo diversas preponderâncias) que escrevem: Persona, Scriptor, Auctor, Scribens. (7) Diários, memórias, correspondências. (8) Escrileitura de vida infantil e de currículo. (9) Biografemas de autores, personagens, tipos, idéias, dentre outros.
Método de trabalho (principais atividades):
Procedimentos. Experimentações. Exercícios. Crítica textual. Leitura. Escritura. Escrileitura. Biografologia. Biografemática.
Procedimentos e/ou critérios de avaliação: Avaliação: (1) Preparar um dossiê de biografemas com traços de vida (casuística do egoísmo). (2) Escrever um Biografema. Critérios: (1) Roubar: fragmentar o antigo texto da cultura, da ciência, da literatura, da dissertação, da tese, e disseminar os seus traços segundo fórmulas irreconhecíveis, do mesmo modo que se disfarça uma mercadoria roubada. (2) Face ao texto antigo, apagar a falsa eflorescência sociológica, histórica ou subjetiva das determinações, visões, projeções. (3) Escutar a exaltação da mensagem e não a mensagem. (4) Ver a ostentação vitoriosa do texto significante, do texto terrorista, deixando desligar-se, como uma pele malsã, o sentido recebido, o discurso repressivo (liberal) que continuamente pretende recobri-lo. (5) Evitar inferir o autor (personagem, tipo social, idéia, etc.) da obra e a obra do autor. (6) Colocar-se no mundo do autor e tentar descrever sua população, sem referência a nenhuma fonte desse mundo (tirada da história ou da biografia): antropologia (nietzschiana, deleuziana, flaubertiana). (7) Escrever é abalar o sentido do mundo, colocar nele uma interrogação indireta, à qual o escritor, num último suspense, abstém-se de responder. (8) A resposta quem dá é cada um de nós, contribuindo cada um com sua história, sua linguagem, sua liberdade. (9) Mas como história, linguagem e liberdade mudam infinitamente, a resposta do mundo ao escritor é infinita. (10) Nunca se cessa de responder ao que foi escrito fora de qualquer resposta. (11) Afirmados, depois rivalizados e depois substituídos, os sentidos passam, a pergunta fica.
Bibliografia recomendada:
BARTHES, Roland.
___. Ensayos críticos. Barcelona: Editorial Seix Barral, 1967.
___. Elementos de semiologia. São Paulo: Cultrix, 1971.
___. Mitologias. Rio de Janeiro: Difel, 1978.
___. Sade, Fourier, Loiola. Lisboa: Edições 70, 1979.
___. Sollers escritor. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro; Fortaleza: UFC, 1982.
___. A câmara clara: nota sobre a fotografia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.
___. A aventura semiológica. Lisboa: Edições 70, 1987.
___. Incidentes. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988.
___. Aula (pronunciada dia 7 de janeiro de 1977). São Paulo: Cultrix 1989.
___. Fragmentos de um discurso amoroso. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989.
___. O óbvio e o obtuso; ensaios críticos III. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.
___. Michelet. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
___. S/Z. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992.
___. Crítica e verdade. São Paulo: Perspectiva, 2003.
___. Roland Barthes por Roland Barthes. São Paulo: Estação Liberdade, 2003.
___. Como viver junto: simulações romanescas de alguns espaços cotidianos: cursos e seminários no Collège de France, 1976-1977. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
___. O neutro: anotações de aulas e seminários ministrados no Collège de France, 1977-1978. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
___. O grão da voz: entrevistas, 1961-1980. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
___. O rumor da língua. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
___. O grau zero da escrita seguido de Novos ensaios críticos. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
___. Inéditos, I: teoria. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
___. Inéditos, vol.2: crítica. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
___. A preparação do romance I: da vida à obra. Notas de cursos e seminários no Collège de France, 1978-1979. (Trad. Leyla Perrone-Moisés.) São Paulo: Martins Fontes, 2005.
___. A preparação do romance II: a obra como vontade. Notas de curso no Collège de France 1979-1980. (Trad. Leyla Perrone-Moisés.) São Paulo: Martins Fontes, 2005.
___. Inéditos, vol.3: imagem e moda. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
___. Inéditos, vol.4: política. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
___. O prazer do texto. São Paulo: Perspectiva, 2006.
___. Escritos sobre o teatro. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
___. Sobre Racine. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2008.
___ [et alii]. Escrever... Para quê: Para quem? Lisboa: Edições 70, 1975.
___ [et alii]. Análise estrutural da narrativa: pesquisas semiológicas. Petrópolis, RJ: Vozes, 1976.
GENETTE, Gérard [et alii]. Literatura e semiologia: pesquisas semiológicas. Petrópolis, RJ: Vozes, 1972.
JAKOBSON, Roman [et alii]. Língua, discurso, sociedade. São Paulo: Global, 1983.
2) CORAZZA, Sandra Mara.
___. Artistagens: filosofia da diferença e educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
___. Uma vida de professora. Ijuí: Unijuí, 2006.
___. Os cantos de Fouror: escrileitura em filosofia-educação. Porto Alegre: Sulina & UFRGS, 2008.